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Nossa história

A musicoteca foi idealizada em 2003 por Web Mota, mineiro recém-chegado em São Paulo com seus 18 anos e a democratização do universo da internet no Brasil nessa época. No blog era possível encontrar resenhas e downloads de novos álbuns de artistas independentes e autorais brasileiros que enviavam suas obras para audição e publicação.

Com o passar dos anos, o blog foi crescendo e tendo cada vez mais demandas de acessos e artistas buscando espaço para lançar seus trabalhos. Assim, o que era uma atividade de prazer foi tomando conta do cotidiano de seu fundador, que passou a se dedicar totalmente ao espaço e à pesquisa musical. Com o apoio de um corpo de colaboradores, houve um aumento contínuo de lançamentos e de novos projetos, como a Coletânea Re-Trato, que comemorou os 15 anos de carreira do Los Hermanos, e um tributo ao grande compositor de muitas gerações, Antonio Marcos.

Com a chegada do stream, a musicoteca entrou em declínio e perdeu-se no momento de se reinventar como espaço de compartilhamento de música. Nesses últimos anos a plataforma passou por uma depressão e teve que se ressignificar, compreender e dialogar com as necessidades da produção e difusão da cultura brasileira por meio da música.

Em 2019 as coisas se ajeitam com a ajuda de muitos parceiros, artistas, amigos, colaboradores e pesquisadores que têm nos auxiliado nessa direção. Hoje somos uma plataforma focada na distribuição, lançamento e geração de conteúdo educativo e crítico em relação à música atual.

Álbum Branco: descobrindo novidades

O Álbum Branco foi criado para aguçar a curiosidade e a pesquisa dos leitores da musicoteca em 2012. Sua seleção é baseada inteiramente nas obras recebidas pelo nosso canal de curadoria para apresentar um panorama de lançamentos futuros da plataforma. Mas foi suspenso em 2015 com um hiato do site.

Hoje, com a ajuda de nossos leitores e leitoras conseguimos recuperar os arquivos originais e relançar os 3 álbuns dessa série que tanto agradou e despertou uma pesquisa autônoma em alguns seguidores para tentar desvendar de quem era cada uma das faixas.

A intenção é que o leitor experimente uma coletânea de artistas interpretes e compositores independentes da nova geração, sem saber quem é o autor ou o nome da faixa. Isso gerou uma pesquisa nas redes pelos seguidores que queriam descobrir e descobriram quase todos os álbuns. Você pode iniciar sua pesquisa no google também (clicando aqui).

Todas as faixas destas coletâneas serão tagueadas com seus artistas assim que suas obras forem entrando em nosso acervo. Fiquem ligados.

Ilustração cedida por: Douglas Reder

Boa descoberta!

Um Verão Qualquer: os caminhos visuais e poéticos do novo disco do Versos

Após o primeiro álbum homônimo (2014) e o lançamento do segundo disco Desate (2015), o duo Versos que compomos na estrada completa a tão esperada trilogia poético-sonora com Um verão qualquer (2019) – que eu tive o privilégio de ser convidado mais uma vez para assinar a concepção visual da capa.

Exclusivamente para esta ocasião, a Musicoteca me chamou para falar um pouco sobre o processo criativo e as minhas  inspirações durante a realização do projeto gráfico. E é ao som das seis faixas deste novo trabalho musical que escrevo esta lembrança aqui da cidade grande:

Cresci numa pequena ilha do oceano Atlântico no início da década de 90. Na visão líquida dos meus olhos ingênuos, todo meu redor se fazia flutuante. Uma fronteira móvel e, ao mesmo tempo, fixa, permanentemente contornava minhas brincadeiras de criança. Uma delas – talvez a preferida – era caminhar em direção ao mar. O mais próximo possível desse gigante azul. Mais do que ver, eu gostava mesmo é de ouvir a capacidade criativa das ondas. Basicamente, margeava o espaço de terra mais próximo do litoral e posicionava as minhas orelhas na direção contrária do vento. A brisa vinda do infinito se encarregava de preencher os meus tímpanos com a melodia inexplicável do invisível.

Às vezes, o gigante azul se aventurava na poesia e esquecia alguns versos na solidez das conchas naufragadas. A cada nova descoberta, minhas pequenas mãos acolchoavam essas conchas ao pé dos meus ouvidos e eu ficava à espera do sonoro desconhecido. Naquele momento, o silêncio do mundo inteiro reverberava em mim como se me pedisse para revelar algo que nunca saberei exatamente o que é. Desde cedo, aprendi a sonhar em plena luz do dia. Com olhos abertos e ouvidos atentos. No caminho de volta para casa, vez ou outra, eu escutava as andorinhas. Era o prenúncio de uma nova estação. O meu verão tinha tonalidade ocre e vinha acompanhado de uma brisa melancólica: extremamente sensível. Como se fosse o tempo dos poetas onde quem aquece já não é mais o solitário sol, mas a palavra solidária escondida nas ondas melódicas. Os pássaros são notas na partitura do firmamento.

Quando recebi o convite para traduzir imageticamente o conceito sonoro deste projeto, o primeiro desenho que me veio foi o de um ser indefinido (portanto, de infinitos significados) de braços abertos, formando um horizonte. Lembrei imediatamente de um verso antigo que eu havia ilustrado em guardanapo: O Horizonte é o abraço que você nunca me deu. Desde sempre, na minha cabeça-avoada, essa linha que chamamos de horizonte sempre representou um abraço desejado e nunca realizado. Um gesto incompleto; logo, eterno.

Para o traço, pensei em seguir literalmente o fluxo das águas: a narrativa do mar. O mar não é analfabeto. Ele usa uma outra linguagem própria, com sílabas impronunciáveis ao conhecimento humano, mas que dizem, comunicam, declamam, derramam dores e alegrias no peito de quem se arrisca a navegar. Dois barcos, ondas delicadamente caóticas e um sol imponente completam a arte. A ideia de ilustrar navios que partem em direção contrária é de mostrar que, apesar desse visível afastamento, os caminhos se encontrarão em algum lugar ainda invisível.  A vida não seria um eterno ciclo/círculo com seus permanentes encontros, reencontros, chegadas e despedidas? Inconscientemente, essa ilustração funcionou como uma representação gráfica do longo hiato musical que o duo passou nesses últimos tempos.

Hoje, escrevo de longe daquela pequena ilha. Meus pés calçam um número maior e já não pisam mais na areia fofa em busca de alguma concha naufragada. Meu horizonte é uma sequência interminável de prédios pontualmente interrompido por uma árvore esperançosa ou um pássaro desatento. E é daqui que agradeço à Lívia e ao Thom por me permitirem respirar novamente o oceano Atlântico mesmo sufocado nesse mar de concreto chamado São Paulo.

Primeiro disco: o que saber

INTRODUÇÃO AO ARTISTA INDEPENDENTE
Embora o conceito não seja aplicado ao pé da letra, o termo “independente” na música moderna digital revela-se mais como uma performance de resistência e filosofia do artista popular brasileiro e seu alcance do que a independência de sua produção autoral de fato. Os artistas autônomos da geração digital atuam na organicidade de seu encontro afetivo e já conseguem com essa aproximação e diálogo financiar boa parte de sua primeira obra subsidiada por amigos e amantes de música brasileira. Se você é um cidadão ou cidadã com privilégios, recomendo reconhecê-los o quanto antes possível desse diálogo com o público. Existe uma rede de economia criativa atuando de forma orgânica, e é fundamental identificar a melhor forma para que seu público possa investir e impulsionar sua obra, antes que as coisas comecem a não fazer sentido para a decisão do público. Ele organicamente escolhe projetos originais, que os sentidos da verdade e arte se confluem. Existe o “financiamento” que precede a concepção da obra e que exige clareza com a real necessidade do artista em realizar sua arte, para a magia fazer efeito é necessária muita verdade e amor. E o “incentivo” é decorrente do pós-obra, momento de colher e se conectar ainda mais com o seu público: agradecer, filosofar, trocar, evoluir e estabelecer conexão real. 

Existem duas premissas/dilemas macros para artistas que ainda não lançaram seu primeiro Álbum Musical: audiência e/ou organicidade de valor cultural. É delicado fazer uma cruzada com tão limitadores parâmetros de uma complexíssima discussão sobre o processo de lançar um álbum nos anos 2000, mas se você não sabe por onde partir suas ideias de planejamento e pesquisa, talvez isso possa lhe trazer algumas direções para se encontrar nessa frenética produção musical que a internet nos trouxe. 

AUDIÊNCIA QUE DEPRIME
Muitas questões e críticas colocadas hoje sobre a “cena” musical e que nos levam à depressão artística vêm justamente das expectativas de aprovação que as estatísticas de audiência tornam públicas. Caso você seja um artista que não tenha interesse na análise interpretativa ou na pesquisa de entender aonde você está chegando e como isso acontece, isso pode tornar o seu caminho um pouco mais difícil consigo mesmo(a). Trabalhar sobre essa ótica é construir muros em volta de um universo. Não poderíamos te ajudar, então neste caso aconselhamos um “mananger/CEO”, que pode te auxiliar com as demandas pop e os detalhes requeridos para os processos da indústria envolvendo inúmeros intermediários. Nesta resenha estamos falando com o pessoal do próximo parágrafo.

ORGANICIDADE CULTURAL
Ao contrário do motor da audiência e das estatísticas das plataformas, o artista autônomo deve reconhecer valores afetivos na germinação de uma carreira e obra para um(a) “iniciante” que ainda não tem aparatos resolutivos para uma ação de lançamento de sua primeira obra musical (Álbum), ou, ainda, que preze pela sua originalidade, liberdade criativa, formatos e parcerias. Esses valores estão na coesão entre a concepção da obra e, a partir deste momento, seu trânsito pelas redes. No caso da arte autônoma, uma visualização de sua obra fora das plataformas tem valor de 10 ou mais no streaming hoje em dia, por uma questão de organicidade na descoberta do ouvinte por coincidência de seu universo digital ou por indicação de outro amigo que também experienciou outras descobertas nesse caminho. Grandes obras, autores e projetos de arte e cultura entenderam seu caminho reconhecendo e dialogando com seu público orgânico como principal valor de conversão progressiva na compreensão da qualidade de sua obra e como seu sucesso tem mais a ver com sensibilidade e as possibilidades de encontro. Esse sim talvez seja o grande conversor real dessa progressão biográfica e poética. Partindo desse lugar de entrantes e consumidores de cultura alternativa, vamos apontar abaixo algumas sugestões de como reduzir os anseios e ampliar sua rede e entender nossos espaços e possibilidades.

ANTES DE GRAVAR
Há infinitas inspirações e cruzamentos do artista para entender o que é e a necessidade da pesquisa no auxílio de liberdade criativa, pois não existem obrigatoriedades no universo criativo/criador. Neste caso, a sugestão da pesquisa é direcionada para uma inserção mais estratégica nas possíveis linguagens no campo internético. Na indústria fonográfica a multilinguagem exige praticamente adaptações no máximo de formatos e edições possíveis para atender o maior número de plataformas e suas ferramentas interativas, e isso requer uma equipe e dinheiros (privilégios). Com a pesquisa de referências e linguagens, você consegue entender melhor quais dessas plataformas e linguagens atendem e se cruzarão com as emoções de sua obra: será que é vídeo mesmo? Tem que ser? – look forçação tem limites? – tudo cabe em vinil? – quais os formatos de shows que o álbum pode oferecer? Pois é! São muitas questões, possibilidades e escolhas. Mas o mais importante é saber identificar quais as suas possibilidades nesses formatos para aplicá-los e acompanhá-los. A partir daí, todas as respostas serão sucesso e transformação para um trabalho de arte. Não espere de seu primeiro disco o sucesso apenas, ele sempre aparecerá nos encontros, nos diálogos, e nas possíveis apresentações. Cada um deles será um embrião original de sua força artística. Esse é um dos valores da Originalidade Cultural. Para 1000 ou para 10, as pessoas transcendem e mudam o universo com você.  

O QUE DISTRIBUIR E COMO
É importante, e com o primeiro passo da pesquisa você descobrirá as informações básicas e o que deve sempre acompanhar sua obra até esse caminho aos ouvintes e intermediários pesquisadores como produtores culturais, rádios, festivais e espaços de shows de todos os tamanhos. Aconselhamos um “kit de divulgação” com o máximo de informações técnicas possíveis, não só compositores e artista/banda. E é nessa fase que você enriquecerá substancialmente a entrega e as decisões de shows e aparatos necessários para elaboração e identificação de pautas dos receptores. Assim os interlocutores começam a ter um pouco mais de dimensão do processo do artista. O grande “diferencial” é também trazer novos artistas parceiros e de outras artes, como a fotografia, artes visuais, vídeo, figurinistas, músicos e diversos encontros. Essas informações devem condensar esse kit para envio aos possíveis canais com o mesmo capricho. É importante que você também garanta a distribuição de sua obra com a melhor qualidade possível. Abaixo, em tópicos, destacamos algumas informações básicas que você consegue realizar sem adicional financeiro.

Ficha técnica completa da Obra: todas as pessoas e espaços envolvidos;
Ficha técnica de cada canção sempre que possível;
Fotos de divulgação em alta resolução e créditos do fotógrafo/ilustrador;
Álbum em mp3 320kbps com todas as tags internas já editadas com capa;
Contatos para shows e todas as redes do(a) artista/banda;
Release de apresentação da obra e bio do(a) artista/banda;
Rider de palco e formatos de shows possíveis; solo, acústico, completo;

Além das maiores plataformas de stream, o(a)s artistas independentes com suas primeiras obras podem buscar bons impulsionadores também independentes e que poderão como intermediários conectá-los a outras redes que reverberam potências muitas vezes anônimas, como curadores, consumidores de shows e novidades originais do Brasil. Esses intermediários podem ser produtores culturais ou canais de informação sobre música e proponentes de projetos de fomento em diversas escalas. Mais uma vez, a pesquisa de como você mesmo consome e descobre música antes mesmo de lançar sua obra fará diferença nessa fase. Depois da ascensão da indústria do streaming em 2009, muitos artistas optaram por dialogar com dedicação a esses espaços de serviço. Com esse novo formato de consumo, outras plataformas alternativas perderam força, foram vendidas ou deixaram de existir porque muitos artistas se desconectam desse lugar alternativo e de origem após obter visualizações mais seguras que lhes deem o aporte do subjetivo sucesso. Muitos deles abandonam a luta pela difusão da música como base fundamental da cultura. Mas, para quem quer que a música circule, é uma ótima pedida tentar acionar e não subestimar novos e ativos projetos de difusão de todas as culturas. Mesmo com a distribuição gratuita da sua obra, é possível que o(a) próprio(a) artista/banda tome esse controle, contato e autorize onde e como a sua obra deve chegar nesses canais. 

COMO INICIAR CONTATOS
Comece pelos blogs/sites e as novas rádios alternativas de música. Independente de sua potência, ter pessoas falando sobre música, a sua música, pode trazer starts e universos inspiracionais com relações mais humanas e de alto impacto poético e de identificação de tempo e origens para criar oportunidades. Estar em todas as plataformas será cada vez mais: apenas estar. E, enquanto a “carreira” não chega, é o momento de ir aos encontros que podem ser propostos sem quaisquer barreiras ao acesso a sua obra. Não fique apenas no stream, disponibilize seu trabalho nem que seja em seu site. A internet é infinita. Pesquise e aborde espaços e pessoas que amam música brasileira de verdade. É por essas pessoas que as coisas podem se movimentar. Poderíamos dar muitas dicas aqui, mas essa pauta de espaços ficará para nossas próximas publicações para não nos alongarmos muito.  

O QUE ACONTECE DEPOIS
Em anos de convivência quase que diária com artistas de quase todas as artes, a sensação que mais coincide nas discussões após lançamento de suas primeiras obras é que não há uma racionalização potente de realização que ainda não reverbere algum tipo de status cult que garanta não só ao artista a sensação de esforço e trabalho cumprido. Até nas camadas mais reflexivas, originais e autocríticas o “sucesso” presta seu serviço de ditar coletivamente o valor imensurável da poesia e sua profunda transformação nos indivíduos envolvidos. É visível e natural o reconhecimento da produção com alto nível de preocupação e profundidade que artistas independentes estão produzindo. No entanto, o paradoxo de aceitação popular não parece mais se explicar apenas através da acessibilidade. Dito isso, talvez você possa viajar diferente nos dias de hoje, como muitos artistas vêm amadurecendo e entendendo cada vez mais a dimensão e verdade do seu trabalho como um novo valor bruto e original, também reconhecido pelo seu público orgânico, internalizando sua importância e atravessando o consumo e oferecendo experiência que inevitavelmente exige o mínimo de sensibilidade. A primeira obra é um nascimento, e não há valor que deva mensurar sua real verdade de existir. É a partir dela que as redes se expandem. O aprendizado e as emoções capturadas e vividas através dela e do público é que poderão ressignificar o modelo de sucesso e saúde social dos artistas com suas obras. Converse, escute outros artistas próximos, eles estão aí com muitas coisas para compartilhar e ajudar a todos nós e construir uma rede mais digna para que o acesso à cultura não seja o vilão dos artistas e sim a base de tudo. 

COMO POSSO AJUDAR OS ARTISTAS INDEPENDENTES
A maior conquista dos artistas autônomos é o seu reconhecimento como artista através das pessoas, do seu público, do seu ciclo de vida. Nenhum sucesso mantém acesa essa chama do reconhecimento de cada indivíduo. Além de poder financiar, comprar os álbuns ou ir aos shows e não reclamar do valor dos ingressos, você pode começar reconhecendo todos os artistas que vivem em sua volta, não só os da TV ou do Rock in Rio, e divulgando com respeito e carinho o trabalho de seus amigos. É preciso respeitar, compreender e dialogar com os artistas próximos de você, de nós! É urgente essa injeção de ânimo e vida aos que nos propõem sentir algo, que ampliam nosso sentir. Pendure quadros de seus amigos em sua sala, ouçam discos de artistas próximos ou novos em sua casa, com seus amigos, converse com eles sobre, fale dos universos de cada um dele(a)s, de suas histórias. Trate sempre um artista como um artista deve ser tratado: com respeito, com reverência e beleza todas as suas adversidades e condições filosóficas. Apresente seus amigos artistas com toda majestade e importância que todos e todas merecem. Nossa dignidade começa também quando reconhecemos nossos amigos também como grandes artistas que são, talentosos e importantes não apenas para o mundo, mas para nossa cidade, nosso bairro, nossa turma, nossa casa, nossa solidão. É sobre se reconhecer também, construir e preservar as culturas e colocar valor onde realmente há.

Foto: Jason Rosewell

CRIANOMICS: uma rede de desafios e soluções criativas.

Na contramão do desmonte cultural promovido pelo atual governo do país, o Brasil se vê diante do renascer necessário para preservar e manter em pé os pilares do desenvolvimento humano social. E, para continuar dando base e fundamento à salutar vitalidade criativa, os criadores, pesquisadores e impulsionadores da cultura levantam em fogo como fênix. Dando prosseguimento e firmando seus polos criativos, Curitiba mantém a vanguarda e antecipa discussões com fundamentos na informação e formação para compreensão do circuito de fomento e profissionalização trazendo um panorama performativo de alguns de interlocutores ativos para mesas, workshops, palestras e debates para além do serviço cultural oferecido à sociedade.

A primeira CRIANOMICS traz um respiro de inspirações e debates com o foco na discussão social-acadêmica e seus indivíduos propositores de projetos de cultura com potente transformação. O coletivo criado em 2019 reúne inquietos produtores locais, que vêm há anos solidificando e cultuando ações e parcerias com as instituições governamentais sem abrir mão de seu histórico de cultura de guerrilha que já está instaurada na cronologia do entretenimento não só do sul do país. Alguns de seus projetos provocaram mudanças e valorizaram a autonomia dos agentes que usam e percebem as necessidades e conceitos múltiplos como uma experiência de vida e descobrimento da cultura local, seus artistas e principalmente o intercâmbio entre inovadores e curadores de ações promissoras. O evento vai adiante do que estamos acostumados a vivenciar em Feiras de Música e Culturas. Aqui o cérebro são as ideias, espaços, curadores e a pesquisa que faz sobre a profunda capacidade de ampliar soluções através da voz e do encontro. Assim, abrem-se as oportunidades para os interessados no conhecimento e na experiência cultural em todos os espaços.

CRIANOMICS transcende as possibilidades do debate e propõe a oportunidade de conhecer, ouvir, e debater com alguns gurus da cultura e espaços institucionalizados na formação educativa social, propondo o encontro entre arte, design humano, espaços e seus transformadores. Entre os embriões criadores, o casting de convidados é altamente vigoroso e de deixar muitas feiras, congressos e eventos de “engajamento” cultural desafiados. Entre os convidados estão: Letícia Castro (Centro Brasil Design), Maria Boggiano (AR – Dirección de Economía Creativa de la Secretaría de Cultura de la Nación Argentina), Frederico Munhoz (Vale do Pinhão), Gisele Raulik (Celepar), German Lang (Argentina), Luiz Roberto Meira, Rafael Araújo (AIMEC), Ana Penso (Centro Europeu), Sadia Castro (Ópera Serra da Capivara) entre outros. Talvez desconhecidos para alguns produtores e pesquisadores, assim pulsiona o grande órgão da transformação na cultura geográfica hoje: trazer os potenciais anônimos que, no intimo social, acabam gerando transformações em dimensões quase ocultas que formulam e alteram a grande rede de conhecimento e tendências criativas. As redes são complexas, mas possíveis.

Essas redes de formadores e pesquisadores aceitaram o desafio e irão se encontrar entre os dias 18 e 20 de setembro no novo campus do Centro Cultural FIEP, na rua Paula Gomes, 270, Curitiba. Uma oportunidade rara para filosofar com consciência e muita, muita inspiração para conhecer e quem sabe entender um pouco mais as dimensões da discussão sobre as redes de cultura global em um ponto de partida local, na cidade que mais avança em pesquisa, aplicações artísticas, e talvez, uma das maiores osmoses na fluidez entre arte e cidade.

Saiba mais sobre o projeto em: https://www.crianomics.com.br

Curadoria

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Todos os álbuns (obras) enviados para nossa curadoria estão previamente autorizados para distribuição e download livre de nossos leitores segundo as leis de difusão da música e cultura nos artigos abaixo sem fins comerciais:

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– Ficha técnica do álbum;
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– Capa do álbum em alta qualidade;
– Release de apresentação (opcional);

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musicoteca (Web)
Rua Kuwait, 28
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Curitiba-PR

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CURADORES:
Web Mota, Brenda dos Santos, George Walmsley, Igor Cruz, João Pimenta, Luciano Faccini, Lívia Rodrigues, Luiza Nunes B, Michele Alves, Pedro Gabriel, Sílvia Yama e Sonia Glodis.

Contato

Para artistas, radialistas e podcasters colocarem suas obras em nosso acervo, favor consultar a página de Curadoria com todas as informações necessárias.

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Sobre nós

A musicoteca nasceu em 2003 no formato de blog cujo principal objetivo sempre foi divulgar e difundir a música brasileira autoral com participação dos artistas alternativos que disponibilizavam suas obras para resenha e compartilhamento.

Em 2019, depois de muitos altos e baixos em seus mais de 15 anos, a plataforma se reinventa para resistir à migração total de usuários na busca por novidades e pesquisa apenas através da grande indústria do stream. A musicoteca é um espaço independente e que se propõe ser um player com amostragem e curadoria de uma nova e potente geração da música brasileira para o mundo com uma pesquisa original e do nosso tempo. Tudo feito por um corpo de colaboradores e pesquisadores de todo o país nessa busca por novidades, gerando conteúdo.

Diferente do padrão das plataformas de música, a musicoteca reúne acervo próprio de músicas, rádios nacionais ao vivo, listas e artigos voltados para uma amostragem moderna do que os artistas do país estão produzindo de mais original para ouvidos à procura de conhecer melhor a musicalidade do Brasil.

Nosso esforço é manter a plataforma viva e de acesso livre para curiosos e amantes da música produzida em terras brasileiras no auxílio às políticas de democratização e difusão da cultura através da música.

Todas as obras contidas em nossa plataforma são reproduzidas de repositórios originais de seus artistas, respeitando as APIs de visualização do youtube, ou autorizadas pelos próprios artistas através de nosso canal de Curadoria.

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