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No redescobrimento da música brasileira. Avançado seus mais de 500 anos de consumada a terra, as virgens vistas, as puras areias e sua natureza viva, o paraíso tropical segue resistente, e assim perene nos reproduz. O estupro que nos explorou para dentro é o mesmo que nos devassa à futuro findo. E é em nosso presente corpo que se arrasta em sangue índio, negro e sob todos os santos que Julien paira suas densas composições aos ventos portugueses que inicia a chegada de novos ares às margens sinuosas que cadenciam nossa identidade harmônica que hoje também podemos chamar de música. Ou de Brasil.

Não se compara a bravura sutil da obra Benvirá com o que encontramos hoje na contemporaneidade de nossa música. Julien é o arrebentar do mastro, o ruir do casco que resiste sobre nosso oceano de padrões, de desejos materiosos, do silêncio sobre o que se sente e não conseguimos admitir, ou mesmo dizer sobre. Com profundo amor, eu, no anseio de encontrar novas fronteiras, me encontro dentro do cancioneiro sertanejo, do caboclo, da entidade mística que narra para um povo de belezas e felicidade, sua devassidão quase sempre negligenciada pela juventude de se manter aqui, viva quase sempre pelo futuro do que por sua tradição. Ouvir essa seleção de voz de vento, Julien muda a rota, nos atirando em um novo descobrimento, na conexão da mesma margem delongada, lançados, sobreviveremos afobados e desmaiados na areia de uma costa inexplorada, aqui, dentro de nós, seja para ressignificar nossa origem, nossa mudança virá, agora em luta, ou para ressentir a paz em música que pode chegar em momento de abertura dentro de ti.

A descoberta da libertadora ação de existir sobre o aqui, ganha depois dessa audição respeitosa, uma nova condição de investigar o que nosso reviver vai desembarcar dos nossos novos artistas, de suas provocações e reflexões de contatos e sensações. E é assim que a musicoteca se fortalece, na descoberta de intensidades, da potência do anonimato, e por fim; da eterna permanência do sublime encontro de se perceber grande, extasiado em inicio, vazio, música e fim.

Ficha Técnica:
Produção, arranjos e direção artística: Julien, Luciano Faccini, Luis Otávio, Isaac Dias e Yasmine Matusita
Composição, letras, violão (em Urutau) e voz: Julien
Guitarra (em O Náufrago e Zamba), viola (em Benvirá), violão (em Nascente Sertão) e clarinete (em Urutau): Luciano Faccini
Baixo (em O Náufrago, Benvirá e Zamba), viola (em Nascente Sertão): Luis Otávio
Viola (em O Náufrago), guitarra (em Benvirá), rabeca (em Nascente Sertão) e violão (em Zamba): Isaac Dias
Percussões: Yasmine Matusita
Gravado na Chácara Asa Branca, região metropolitana de Curitiba
Gravação, edição, mixagem e masterização: Fred Teixeira
Arte gráfica: Izadora SA

Baixar “Álbum: Benvirá (2016)” musicoteca-Julien-2016.zip – Baixado 298 vezes – 38 MB

Profile photo of Web Mota
Mineiro, teve seu contato com o universo da música inter(independente) em 2003, quando se mudou de Minas para São Paulo aos 18 anos. Desde então dedicou-se a pesquisa e divulgação de novos artistas como lazer e paixão, totalmente independente.

Músicas / Álbuns

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