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A latinidade em comunhão com suingue urbano e o calor da identidade “particular” brasileira parecem se romper na conversão do fogo a favor da libertação do sagrado e profano corpo feminino que envolve. Não consigo fugir da prolixa tentativa em descrever o que toca em meu corpo quando vivo Francisco, el hombre. Há quarto anos atrás, em minha primeira experiência no melhor festival do país, o Psicodália, conheci esses tímidos e fogosos artistas. Eu produzia o “Palco Livre” do festival, recebia os artistas/público que queriam fazer um show livre neste palco, e recebi a visita desses lindos. Logo, claro, me apaixonei por cada um deles, eu queria comer um por um, mas, mantive a postura, rs. O mais legal era saber que eles conheciam a musicoteca, e até falamos um pouco sobre. Então marcamos o show para o dia seguinte.

Em meio a chuva, lama, fios e eu que nem sabia operar a mesa de som, me debati com o grupo para que o show acontecesse o mais humano e afetivamente possível, porque é esse o espirito do festival feito por pessoas e para pessoas incríveis. Foi um susto, a Francisco encheu a redondeza do palco com muito amor, suingue e sinergia de libertação. Fiquei de amores, e nunca mais me desconectei desses fervorosos.

Nos anos seguintes eles voltaram ao Festival, e a cada ano, passaram para palcos maiores e com mais público. E eu também nessa mesma trajetória, fazendo a produção desses palcos e recebendo com mais intimidade esses corpos cada vez mais purpurinados, pintados, e o melhor, quentes, loucos para falar, compartilhar, brilhar juntos. A evolução dessa história e dessas vidas que compõe esse grupo é de muito respeito e apreço. Cada um parece saber dos lugares que se encontram através de suas composições e de suas origens. É interessante o quão simbólico e inerente é esse ponto de união e ativação da latinidade com a música brasileira, que ainda descola-se de sua essência irmã. A Jú, de tímida e misteriosa cresce com a mesma intensidade das pautas urgentes sobre o feminino e o feminismo, entende e protagoniza com majestade um lugar que ela construiu e entendeu nesta caminhada. Em resulto, para mim, SOLTASBRUXA é mais que um álbum de músicas que narra poeticamente intenções livres e de independência ao ouvinte.

Essa coletânea assustadora, arde as chamas invisíveis (muitas vezes) que saltam das ruas e dos corações de uma nova geração, da passagem de um novo tempo. Crítica, bruta, crua e festiva não é pouca coisa para se jogar nesse caldeirão de feitiçaria que teremos que apelar para passar sobre nossa atual história e crise humana. Porém, é de vigor e vital que todos embebedem seus corpos e seus espíritos com a magia inesquecível colhida das explosões de emoções em cada uma de suas apresentações pelo país e fora dele antes de nos oferecer esse respeitoso álbum. E é assim que nos encontramos na vida, na arte, atravessamos lugares, amores e vivências com o mesmo entendimento das harmonias que mesmo distantes caminham juntas para o ressurgimento de suas histórias para mais um momento de explosão e novos mundos. SOLTASBRUXA.

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Profile photo of Web Mota
Mineiro, teve seu contato com o universo da música inter(independente) em 2003, quando se mudou de Minas para São Paulo aos 18 anos. Desde então dedicou-se a pesquisa e divulgação de novos artistas como lazer e paixão, totalmente independente.

Músicas / Álbuns

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